Gastronomia
Influências marcam hábitos e costumes da culinária nova-limense
Nova Lima sofreu influência das migrações externas e internas. Entre as primeiras, a influência europeia foi a mais forte. A portuguesa, espanhola e italiana foram marcantes. Os hábitos e costumes dos nova-limenses, na alimentação, no lazer, na educação, são eminentemente europeus. O município sofreu também a influência da cultura árabe, acima de tudo na gastronomia.
A Queca é um bolo de origem inglesa, que foi trazido à Nova Lima, na época da migração e exploração do ouro, e tornou-se culinária tradicional entre os nova-limenses. No período natalino, as famílias nova-limenses fazem o bolo, o “Christmans Cake” que, como muitas outras palavras de origem inglesa, acabou virando “queca”. O bolo de cor escura leva ingredientes como canela, gengibre, noz moscada, grande variedade de frutas cristalizadas e castanhas, entre outros.
Em 2010, a Prefeitura promoveu o “Festival da Queca e Tradições da Culinária Nova-limense”, para divulgar e resgatar esse produto que faze parte da história da comunidade de Nova Lima e, ao mesmo tempo, incrementar o turismo no município.
Outra comida típica de Nova Lima é a Lamparina, um doce feito de coco que tem sua história ligada ao Bairro Bela Fama. Na região vivia um casal de franceses. A esposa, que ficou conhecida como Belle femme (bela mulher, em português), criou um doce parecido com pastel de Belém, com creme de baunilha, massa com recheio de coco e especiarias. Era colocada uma vela que ia absorvendo o óleo do côco in natura, possibilitando que a vela ficasse acesa na mesa.
O bolo de maçã com gengibre, canela e nozes que também é receita inglesa, já foi muito apreciado pelas famílias nova-limenses. Além dele, tem o Scone, também uma receita inglesa, que consiste em um pequeno pãozinho assado, semelhante ao pão de minuto, e pode receber tanto recheio doce quanto salgado. Ele é servido com presunto, mussarela, pasta de atum, pasta de ovo ou com geleias variadas.
FESTIVAIS GASTRONÔMICOS:
Rota dos Sabores – Festival Gastronômico de Nova Lima
Nova Lima possui nas suas raízes heranças culturais herdadas dos ingleses, portugueses, italianos e espanhóis que trouxeram para a cozinha novalimense uma manifestação de variadas opções de pratos típicos de diferentes regiões do mundo. Importantes também são as heranças trazidas de nossas regiões brasileiras e da própria culinária mineira, como por exemplo, Galopé (Galo com pé de porco), pastel de jiló, angu a baiana, fígado com jiló, costelinha de porco ao molho pardo, joelho de porco entre outros.
O município possui uma vastidão de bares e restaurantes de excelente qualidade e são casas de gastronomia que oferecem uma grande variedade de especialidades de cozinha e estão distribuídos em todas as rotas de desenvolvimento turístico: Rota Sede, Rota Honório Bicalho, Rota Vila da Serra, Rota Macacos e Rota 040. Com esse favorável cenário gastronômico, investir num festival em que esses estabelecimentos possam mostrar suas especialidades com criatividade, qualidade e bom gosto é necessário e exequível.
O Festival Gastronômico Rota dos Sabores possibilita aos participantes lucro e oportuniza geração de renda e trabalho. Além disso, ofereçe opções de lazer e entretenimento para comunidade local e visitantes.
No primeiro ano, o Festival contou com 27 bares e restaurantes participantes.
Informações: (31) 3581-8423.
Conheça a lista de Bares e Restaurantes de Nova Lima.
Festa da Mandioca
Ninguém conhece um lugar de verdade, sem fazer também peregrinação pela gastronomia local e experimentar pratos típicos da região. Foi com esse propósito que o Governo Municipal criou mais uma atração em Honório Bicalho e região: a Festa da Mandioca.
A realização do evento surge como alternativa de promoção, valorização e incremento da culinária local e, ao mesmo tempo, possibilita a inovação da atividade, concentrando-a em um único lugar dotado de excelente estrutura para receber o público com segurança, conforto e comodidade. Com a Festa da Mandioca, a região de Honório Bicalho ganha mais uma importante atração turística, que contribui para o desenvolvimento sustentável da cidade.
Uaiktoberfest
Nova Lima será o palco da primeira festa mineira voltada para incentivar a cultura da cerveja artesanal no Estado. A Uaiktoberfest será realizada de 7 a 9 de outubro, na Praça Bernardino de Lima. Além de ser uma cidade privilegiada pela diversidade cultural, por sua qualidade de vida e pela exuberância de suas riquezas naturais, Nova Lima possui 14 produtores da bebida e 25 mestres cervejeiros. A bebida fabricada nas microcervejarias de Nova Lima é produzida de forma moderna e, ao mesmo tempo, caseira, utilizando métodos e receitas originais inspiradas, principalmente, nas cervejas produzidas na Alemanha, Inglaterra, Irlanda e Bélgica.
A festa mineira terá os mesmos moldes da Oktoberfest, com música e trajes típicos alemães, além de iguarias da culinária germânica. Os visitantes também poderão degustar o melhor da gastronomia de Minas Gerais, além de conhecer mais sobre a cultura cervejeira por meio de palestras, cursos e bate-papos informais com os próprios produtores. Um dos objetivos é atrair o consumidor da cerveja artesanal – amantes da gastronomia, que apreciam bebidas de qualidade que podem ser harmonizadas com várias iguarias da culinária.
Promovido pelo Governo Municipal em parceria com a cervejaria Frei Tuck Slow Beer, o evento é o primeiro passo para que a cidade se transforme na capital brasileira da cerveja artesanal. Para fomentar ainda mais o potencial turístico da região, o Departamento de Turismo da Prefeitura também está criando o Circuito de Cervejarias Artesanais de Nova Lima. A fim de estimular a nova potencialidade turística da cidade, a prefeitura encaminhou à Câmara de Vereadores um projeto de lei para a criação do Programa Municipal de Desenvolvimento da Produção Artesanal e Orgânica Associada ao Turismo – Pró-Artesão.
A intenção é que a produção artesanal e orgânica de cerveja em áreas urbanas do município, desde que certificada, não sofra restrições quanto ao local de fabricação, liberando a comercialização da bebida.
Minas Gerais é o terceiro maior fabricante de cerveja artesanal do país, com nove microcervejarias registradas e outras centenas de produtores informais. Por mês, são produzidos cerca de 300 mil litros de cerveja artesanal no Estado. O faturamento anual gira em torno de R$ 25,2 milhões. O Rio Grande do Sul ocupa o primeiro lugar no ranking, com 25 fábricas, seguido por Santa Catarina, com 18.
Cervejas artesanais produzidas em Nova Lima
MG-30 – São fabricados os estilos Extra Special Bitter (ESB), Red Ale, Brown Ale, India Pale Ale (IPA), Stout, Weissbier e Witbier.
VMBeer – Pale Ale, Índia Pale Ale (IPA) e Bitter (ESB) são os estilos fabricados. Hoje são produzidos 600 litros mensais, em garrafas de 600 ml e barris de 19, 30 e 50 litros.
Pfeiffer Bräu - Estilo alemão. Produção de 700 litros por mês.
Cervezehn - Produção mensal de 300 litros dos estilosMunich Helles, Pilsen, Pale Ale, Tripel, Witbier, Hefeweiss, Strong Golden.
Jambreiro – Cervejas artesanais variadas. São produzidos 500 litros por mês.
A Nossa Cervejaria - A capacidade de produção atual é de 200 litros por mês.
Essebier –Fabrica Pale Ale e Blonde Ale em garrafas de 600 ml e barris de 19 litros. Produção de 250 litros por mês.
Taberna do Vale – Produz, mensalmente, 200 litros de 17 receitas diferentes.
Cerveja da Vila – Produção mensal de 300 litros. Pilsen, Weiss, Pale Ale, Porter, Bock, Weizenbock são alguns dos estilos fabricados, além de outras que ainda precisam ser descobertas e exploradas.
Küd Bier - São produzidos 3 mil litros de dez diferentes estilos, sendo quatro em regime permanente e seis sazonais.
Old Rock Beer - Inspiradas nos estilos ingleses, ESB, IPA e Porter.
Roter Bogen
Gambier
Macacos
PRATO TÍPICO
Queca: Essa iguaria provém do contato dos nova-limenses com os ingleses. A receita é de um bolo recheado de frutas, cujo nome vem da palavra cake – bolo, em inglês –, que acabou passando à forma “queca”, no bom português falado em Minas Gerais.
Receita da culinária nova-limense – Queca preta
Ingredientes: 2 kg de farinha de trigo, 500 g de margarina, 8 ovos, 6 xícaras (chá) de açúcar cristal, 2 colheres (sopa) de canela, 2 colheres (sopa) de noz-moscada, 2 colheres (sopa) de sal, 3 colheres (sopa) de fermento em pó químico, 250 g de figo, 250 g de passas, 250 g de ameixas, 250 g de abacaxi cristalizado, 250 g de castanha de caju, 250 g de castanha-do-pará, 250 g de nozes, 250 g de cidra e laranja, 2 xícaras (chá) de conhaque de gengibre.
Preparação da calda: Queimar 1 kg de açúcar cristal, adicionar 1 litro de água e deixar ferver. Depois de fria, utilizar na massa.
Preparação: Bater um creme com ovos, a margarina e o açúcar. Acrescentar a farinha, o sal, a noz-moscada, a canela e o fermento Royal, umedecendo, com a calda de açúcar queimado e com o conhaque, até obter uma massa homogênea. Acrescentar, em seguida, todas as frutas picadas e misturar bem. Adicionar mais calda, se necessário. Levar para assar em formas forradas com papel impermeável, em forno brando, por aproximadamente duas horas.
Fonte: Receita cedida por Ignês de Castro e Maria Ângela, da Quecas da Nossa Terra –Tel: (31) 3541-5685

